16 Tipos de Parto que você precisa conhecer antes de planejar o seu

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Tipos de parto que você precisa conhecer antes de planejar o seu!

Este tem sido o caso ao longo da história humana, mas os tipos de parto para as novas mães avançaram para tornar a experiência mais segura.

Acima de tudo, a tecnologia médica tornou o parto uma experiência muito mais segura no último século. Tanto para a mãe como para o bebê.

Os hospitais responderam às tendências dos tipos de  parto, como a necessidade de um ambiente mais doméstico no hospital.

Além disso muitos hospitais agora oferecem suítes de maternidade confortáveis. Que também se convertem em salas de parto de última geração.

Continue lendo que a seguir você vai conhecer todos os tipos de parto e suas características.

16 Tipos de Parto

 

tipos de parto
tipos de parto

1. Tipo de Parto Natural

O tipo de Parto Natural  é um parto com o mínimo de intervenções possíveis.

Portanto a possibilidade de efeitos colaterais nocivos para mamãe e para o bebê são mínimos.

Também não são realizados procedimentos como a episiotomia.

Certamente é difícil saber exatamente quando é o momento de entrar em trabalho de parto. Mas a maioria das mulheres dá à luz em torno de 38 a 41 semanas de gravidez.

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Dessa forma, a mãe pode escolher o lugar em que deseja dar à luz, por exemplo, em casa ou no hospital.

Benefícios do parto natural:

  • Tempo de permanência no hospital reduzido

  • Portanto taxas de infecção mais baixas

  • também recuperação mais rápida

  • Além disso, os bebês nascidos por via natural têm menor risco de problemas respiratórios

2- Tipo de Parto Normal

 

Certamente a  vantagem do tipo de Parto Normal é a que o nome já diz: o parto é normal, a criança nasce por via normal, sem ninguém interferir.

Além disso no tipo de parto normal, em três dias a mulher já está “nova”.

A compressão que o tórax da criança sofre ao passar pelo canal de parto ajuda a eliminar o líquido amniótico.

Como consequência do trabalho ativo da mãe, a ligação entre ela e o filho é maior.

Também, apenas 3% das crianças nascidas dessa forma passam pela UTI neonatal por conta de desconforto respiratório transitório.

A desvantagem desse tipo de parto é que se o trabalho for muito longo, a criança pode nascer cansada.

Consequentemente com a escala de Apgar – que é a “nota” do nascimento – muito baixa.

No entanto, para a mãe, o ponto negativo é que esse tipo de parto pode levar à ruptura de períneo.  E consequentemente piorar um quadro hemorroidário.

Benefícios do parto normal

  • Bebês nascidos por via vaginal tendem a ter menos problemas respiratórios.
  • Também outros benefícios do parto vaginal incluem uma recuperação mais rápida para a mãe e evitar a cirurgia abdominal e os riscos associados que vêm com uma cesariana.
  • O parto vaginal tem menor taxa de infecção como consequência do menor tempo de internação hospitalar.

Desvantagens do parto normal

  • As desvantagens de um parto vaginal podem incluir a ruptura do períneo.
  • Também às vezes, um parto vaginal não pode ser recomendado por razões médicas.
  • Além disso a nota APGAR do bebê pode ser mais baixa se o trabalho demorar muito.

3- Tipo de Parto Eutócico

 

Tipo de parto Eutócico: Escutar essa terminologia médica pode nos deixar confusos.

No entanto, quando o médico fala de um processo eutócico simplesmente se refere a um nascimento que transcorre normalmente e sem maiores dificuldades.

Acima de tudo todas as mães devem ter a pretensão de ter um parto eutócico, já que esse é o melhor cenário possível.

 

4- Tipo de Parto Distócico

 

O tipo de parto distócico é aquele que deve ser assistido devido ao surgimento de complicações.

Elas podem acontecer tanto por parte da mãe, quanto por parte do bebê.

Certamente esse tipo de parto acontece normalmente e é perfeitamente tratável.

Além disso, o processo distócico ocorre quando existem atrasos ou modificações no ritmo das contrações.

Também se existem obstáculos ou limitações para a extração do bebê.

Aqui também figuram os tipos de parto que devem ser adiantados com o objetivo de salvar a vida da criança.

tipo de parto: Cesariana
Tipo de parto: Cesariana

5. Tipo de Parto Cesariana

Claro, sabemos que nem todos os nascimentos acontecem da maneira como planejamos. Quando surgem complicações, outros tipos de parto estão disponíveis.

Uma cesariana é o tipo de parto  através de uma incisão cirúrgica no abdômen e no útero da mãe.

Entretanto, em determinadas circunstâncias, uma cesariana é agendada com antecedência. Em outros, é feito em resposta a uma complicação imprevista.

Eventos que podem exigir a cesariana:

  • Múltiplos (gêmeos, trigêmeos, etc)

  • Um bebê muito grande

  • Cirurgia anterior, cesariana ou outras condições uterinas

  • O bebê está em posição de culatra (inferior primeiro) ou transversal (lateralmente)

  • Placenta prévia (quando a placenta está baixa no útero e cobre o colo do útero)

  • Fibróide ou outra grande obstrução

A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que a taxa de partos cesarianas deve ser de 10% a 15%. Certamente o nível mais alto é devido a cesáreas eletivas e ao uso excessivo.

Procedimentos na Cesariana

Esse tipo de parto envolve uma incisão horizontal em toda a parte inferior do abdômen, através da qual a criança nasce.

A internação típica é de três dias após uma cesariana. Também para garantir que a incisão esteja cicatrizando e em 15 dias se tem uma recuperação boa.

Em 30 a 40 dias, os tecidos estão cicatrizados e a mulher está liberada para fazer as atividades cotidianas.

Mas a cicatrização completa nesse tipo de parto ocorre apenas em seis meses.

Certamente uma vantagem de uma cesariana é que é um procedimento rápido e com hora marcada.

 

 

6. Tipo de Parto Vaginal Após Cesariana VBAC

 

Certamente no passado, uma cesariana acabaria com qualquer esperança de tipo de parto vaginal no futuro.

Mas hoje, graças em grande parte às mudanças na técnica cirúrgica, o VBAC (Vaginal Birth After Cesarean) é possível em muitos casos.

Além disso, estima-se que 75% das mulheres que fazem uso de VBAC tenham sucesso no tipo de parto vaginal.

VBAC não é certo para todas as situações pós cesárea, no entanto.

Às vezes, uma complicação da gravidez ou condição subjacente impede a possibilidade de um VBAC bem sucedido.

Muitos hospitais locais não oferecem VBAC. Devido a eles não terem pessoal ou recursos para lidar com esse tipo de parto de emergência.

7- Tipo de Parto de Cócoras

 

O parto de cócoras é um tipo de parto normal no qual a mulher assume tal posição, utilizado desde os tempos remotos pelos povos indígenas.

Como consequência da posição há uma maior separação das articulações entre os ossos da pelve. Com consequente relaxamento dos músculos perineais.

Também ocorre o aumento de diâmetro da vagina de forma mais natural. E assim permite que o bebê nasça com mais facilidade.

Além disso, esse tipo de parto tende a ser mais rápido, não comprime determinados vasos e confere menor dor. Também geralmente não há necessidade de episiotomia (corte vaginal).

Vantagens do parto de cócoras

A recuperação é imediata neste tipo de parto.

Além disso a possibilidade de participação do companheiro proporciona apoio e segurança.

O parto de cócoras é indicado para mulheres saudáveis cujo bebê está na posição cefálica (de cabeça para baixo).

Também, quando necessário, ter uma banqueta especial para auxiliar neste momento.

 

8- Tipo de Parto na água

 

Um parto na água significa que a mãe passa por algumas ou todas as fases do parto em uma banheira, dentro da água.

Também nesse tipo de parto o bebê pode nascer debaixo d’água ou a mãe pode sair da água e ficar em uma posição diferente.

Além disso as mulheres optam por este tipo de parto na água porque podem ser mais relaxantes. Também menos dolorosas pelo fato de estarem na água.

Banheiras de parto na água podem ser trazidas para a casa para um parto em casa, e elas são freqüentemente encontradas em centros de parto.

Também alguns hospitais podem ter banheiras de parto.

Benefícios do nascimento da água

  • Acredita-se que um parto na água seja menos doloroso e mais relaxado para muitas mulheres.

  • Do mesmo modo permite que a mulher se mova em uma variedade de posições que podem parecer mais naturais e menos dolorosas.

  • Também o parceiro pode entrar na banheira com a mãe para apoiar a entrega.

Tipo de parto: Na água
Tipo de parto: Na água

9.Tipo de Parto a Vácuo-extrator

 

Constituído de uma ventosa ligada a um aparelho de sucção, o tipo de parto a vácuo-extrator é usado nas mesmas situações em que o fórceps: risco para o bebê ou exaustão da mãe.

Hoje em dia, muitos médicos optam pelo auxílio da ventosa (ou vácuo extrator), em vez do fórceps, embora o fórceps ainda seja bem mais comum.

Certamente porque ela é menos dolorosa para a mãe tanto durante quanto depois do parto.

menor risco de danos à bexiga ou aos intestinos e também menor chance de uma episiotomia ser necessária nesse tipo de parto.

Para o tipo de parto a vácuo, o obstetra conecta a ventosa à cabeça do bebê dentro da vagina e depois retira o ar com o auxílio de uma bombinha a vácuo.

Esse procedimento pode ser barulhento, então se prepare!

Além disso, uma vez que a ventosa esteja firme, o médico vai pedir para você fazer força na próxima contração, enquanto ele puxa a ventosa para ajudar seu bebê a sair.

Às vezes, a ventosa escapa da cabeça do bebê e tem que ser recolocada.

 Vantagens para o vácuo-extrator 

  • técnica mais fácil de aprender;

  • quantidade de força a ser aplicada intrinsecamente limitada;

  • pode ser usado por parteiras treinadas;

Desvantagens

  • a não possibilidade de utilização do instrumento em apresentação de face;

  • equipamento mais complexo e com maior possibilidade de falha técnica;

  • e dependência dos esforços maternos para o parto.

Além disso, quando a ventosa é utilizada nesse tipo de parto, por vezes os bebês nascem com a cabeça ligeiramente em formato cônico.

Mas isso não deve ser motivo para preocupações porque tende a durar somente alguns dias.

Também uma bolha de sangue (céfalo-hematoma) poderá se formar na cabeça do bebê, mas isso desaparece em cerca de uma semana.

Como consequência dos riscos associados a utilização do vácuo extrator temos: danos ao cérebro do bebê, couro cabeludo e dolorosas lacerações para a mãe.

10- Tipo de Parto Leboyer

 

O tipo de parto Leboyer é também chamado de parto sem violência ou nascer sorrindo

É aquele em que se direciona a atenção ao conforto do bebê. Consequentemente tornando sua primeira experiência fora do útero a mais agradável possível.

O parto Leboyer é feito com alguns pequenos cuidados, como por exemplo:

  • Pouca luz, para que não agrida os olhinhos do bebê, que só estava acostumado com a penumbra;
  • Também com o mínimo de barulho possível;
  • Ao invés de dar uma palmada nas costas do bebê, faz-se uma suave massagem para estimular os pulmões;
  • Além disso, somente após o cordão umbilical parar de pulsar é que este é cortado, facilitando a transição da respiração.

Após estes passos, o bebê é embrulhado e entregue à mãe que deve amamentá-lo o mais rápido possível.

O primeiro banho pode ser dado pelo pai e pela mãe.

Em seguida o bebê é colocado num pequeno berço ao lado da cama da mãe. Porque isso favorece a amamentação, diminui o estresse do bebê e aumenta o vínculo afetivo com os pais.

Além disso, este tipo de parto pode ser feito na água, no parto normal ou cesariana.

Este estilo de parto foi descrito pela primeira vez por Frederick Leboyer, o mesmo obstetra que mostrou ao ocidente a massagem shantala.

Tipo de parto: Método Lamaze
Tipo de parto: Método Lamaze

11. Tipo de Parto com Fórceps

 

O tipo de parto a Fórceps utiliza o fórceps obstétrico que é um instrumento destinado a apreender a cabeça fetal e extraí-la através do canal do parto.

É formado por duas partes alongadas e conectadas que se curvam nas pontas para abrigar a cabeça do bebê.

O tipo de parto a fórceps tem indicações maternas e fetais.

As primeiras compreendem situações em que o parto deve ser ultimado para reduzir o risco materno.

Como consequência das limitações funcionais da paciente ou para poupá-la de maior esforço.

Indicações do parto com Fórceps

Na atualidade, permanecem válidas as indicações de proteger a mãe nos casos de cardiopatia (risco de descompensação pelo esforço do período expulsivo).

Também nas pneumopatias, em que a paciente tem sua reserva pulmonar diminuída e dificuldade em executar o referido esforço.

Em casos de tumores cerebrais ou aneurismas, em que o esforço expulsivo pode ocasionar acidente vascular hemorrágico.

Outra indicação deste tipo de parto é a presença de cicatriz uterina, cuja solicitação no período expulsivo pode causar a rotura uterina.

E finalmente as indicações fetais que compreendem o sofrimento fetal e a parada de progressão durante o período expulsivo.

A persistência dessas condições pode determinar o óbito fetal ou deixar sequelas irreparáveis.

O sofrimento fetal pode ser diagnosticado pela ausculta fetal com o auxílio de qualquer recurso.

Também pode ser feito o exame ultrassonográfico, se disponível na sala de parto.

Contra-indicações do parto com Fórceps

Também existem contra-indicações para o tipo de parto a fórceps.

As principais são a falta das condições de praticabilidade e a falta de experiência do obstetra com esta cirurgia.

Pode ser necessário o uso de episiotomia.

Consequentemente é possível que a mãe sinta alguma dor e fique um pouco machucada depois desse tipo de parto.

Além disso, pode ser que seja mais difícil fazer xixi e controlar a urina, ou pode ter prisão de ventre.

Também há um pequeno risco de danos permanentes à bexiga ou ao ânus nesse tipo de parto.

Como resultado o bebê pode nascer com um pequeno machucado superficial, o que, normalmente, se cura em poucos dias.

Muito raramente, o nervo facial é danificado durante este tipo de parto, e a boca do bebê fica caída de um dos lados (o que costuma ser temporário).

As indicações do tipo de parto a fórceps são atuais.

Devido a circunstâncias específicas em que se mostra superior à cesárea (parada de progressão e sofrimento fetal no período expulsivo), justifica a grande frequência com que ainda é praticado.

Mas não se engane, o fórceps também é usado nas cesáreas, para ajudar a tirar a cabeça do bebê pela abertura na barriga da mãe… =( Basta conferir alguns vídeos no youtube…

 

12-Tipo de Parto Método Lamaze

 

O método Lamaze é o tipo de parto tipicamente conhecido por técnicas de respiração controlada.

Também inclui várias estratégias de conforto que podem ser usadas durante o trabalho de parto.

Técnicas de respiração aumentam o relaxamento e diminuem a percepção da dor.

Além de respirar, outras informações sobre a preparação para o parto são cobertas. Lamaze é ensinado em uma série de aulas frequentadas tanto pela mãe quanto pelo parceiro, quando possível.

O tipo de parto método Lamaze não encoraja ou desencoraja explicitamente os medicamentos.

Certamente procura educar as mulheres sobre suas opções para que possam elaborar um plano de parto que atenda às suas necessidades individuais.

Benefícios do Método Lamaze

  • O tipo de parto Lamaze prepara a mãe e seu parceiro com várias ferramentas para usar para ter o trabalho de parto naturalmente.

  • Como resultado das técnicas de respiração e relaxamento, há redução da percepção da dor e mantêm o trabalho em movimento suave.

  • Os cursos Lamaze ajudam o casal a se preparar com o que esperar nos primeiros dias e semanas juntos.

Desvantagens do método Lamaze

  • Aprender o método Lamaze leva tempo. Primeiro de tudo o casal deve planejar com antecedência e assistir às aulas a partir do  segundo trimestre de gravidez.

13-Tipo de Parto Método Bradley

 

O tipo de parto que utiliza o método Bradley se concentra em preparar a mãe para um parto natural treinado por seu parceiro.

A ênfase está em estar preparado para um parto vaginal não assistido sem medicação.

O método é ensinado ao longo de 12 semanas, juntamente com a leitura de um livro de exercícios.

Também as parteiras recomendam frequentemente as aulas de preparação do Método Bradley neste tipo de parto.

Além de aprender maneiras de reduzir a dor do parto vaginal, o método ensina sobre nutrição e outros aspectos da saúde natural.

Benefícios do Método Bradley

  • O método de Bradley é benéfico para preparar os pais para nascimentos não assistidos.

  • Além de ajudar o casal a se preparar com técnicas para reduzir a percepção da dor e de como permanecer relaxado através de um parto natural não-medicado.

  • Ele também ensina o casal sobre coisas que eles precisam saber para cuidar de si mesmos como novos pais e o que esperar quando o bebê chegar.

Desvantagens do método de Bradley

Para casais que não têm certeza se querem tentar um parto vaginal sem assistência e sem medicação, o Método Bradley pode não ser o melhor tipo de parto.

Porque o curso e o treinamento demoram muito tempo.

14- Tipo de Parto Amarrado

 

Num passado não muito distante, era muito comum ouvirmos sobre tipo de parto amarrado na maioria dos relatos de partos normais.

As mulheres  tinham suas pernas amarradas à cama e ficavam imobilizadas em posição litotômica, ou seja de barriga para cima, durante esse tipo de parto.

Atualmente, graças ao movimento de humanização, temos estudos comprovando a eficácia da livre movimentação da gestante e escolha de posições durante o parto normal.

Infelizmente, ainda hoje muitos procedimentos desnecessários como este ainda são realizados em grande escala num parto intra hospitalar.

Antes de tudo, informe-se

Portanto cabe a você se informar cada vez mais sobre seus direitos e os tipos de parto e buscar meios de garantir que eles sejam respeitados.

Além disso, tanto no parto normal quanto na cesárea não é necessário amarrar as pernas, braços ou qualquer parte do corpo da mulher.

Assim como qualquer procedimento que obrigue a mulher a algo contra a sua vontade é considerado uma violência obstétrica.

Movimentar-se, caminhar, dançar, manter-se ativa durante o trabalho de parto, te ajudará a lidar com a dor durante as contrações.

Adotar diferentes posições (cócoras, deitada de lado, em pé, sentada na banqueta de parto…) facilitará a descida do bebê na pelve durante a fase ativa e na hora da expulsão no momento do nascimento.

Direito da Gestante

É seu direito escolher a posição e o tipo de parto que lhe for mais confortável.

As mulheres devem ser encorajadas a se movimentarem e adotarem as posições que lhes sejam mais confortáveis no trabalho de parto.

Além disso, esta é uma das Diretrizes nacionais de assistência ao parto do Ministério da Saúde.

Portanto não faz sentido algum manter a mulher imobilizada e amarrada em momento algum do parto.

A posição litotômica, que é deitada de costas, com os pés posicionados nos estribos dificulta o trabalho de parto.

Esta posição faz com que a mulher faça força contra a gravidade, tornando as contrações mais doloridas e não favorecendo a descida do bebê pela bacia.

É desencorajada pela Organização Mundial da Saúde e inclusive considerada ineficaz.

Pensando no plano de parto

Você mesma pode elaborar seu plano de parto, incluindo os procedimentos que deseja e não deseja, durante o pré parto, parto e pós parto. Também inclua o nascimento do seu bebê com os procedimentos com ele após o nascimento.

Você pode se inspirar em modelos prontos na internet.

Também pode baixar o modelo de plano de parto da Artemis (Organização comprometida com a promoção da autonomia feminina e prevenção e erradicação de todas as formas de violência contra as mulheres) em parceria com a Defensoria Pública do Estado de SP.

 É este modelo que usamos como exemplo abaixo:

Você pode acessar este formulário clicando Aqui

 

 

tipo de parto modelo de plano
tipo de parto modelo de plano
Você pode estar se perguntando, mas ainda é necessário incluir para não me amarrarem no plano de parto?

Bem, eu digo que sim. Porque, mesmo com todos os benefícios aqui apontados sobre a livre movimentação da parturiente durante o parto e toda informação atual, é importante deixar claro em seu plano de parto que amarração NÃO!

15- Tipo de Parto de Lótus

 

Considerado um ritual em muitos países, o tipo de parto de lótus mantém a placenta e o cordão umbilical ligados ao bebê após o nascimento.

Muitas mães têm optado por partos naturais e humanizados, apoiadas na ideia de preservar a saúde do bebê. 

Além disso a prática é considerada um ritual em países como Indonésia e Austrália. Também é vista como uma experiência espiritual em muitas culturas. 

Segundo Alyni Dobkowski, enfermeira e especialista em saúde da mulher com ênfase em obstetrícia, a ideia de manter a placenta remete à crença de que existe uma conexão entre ela e o bebê.

“A placenta é mantida até a separação espontânea, ou seja, após a saída do bebê. Também o cordão umbilical é mantido, aguardando o desprendimento natural”, explica.

O tempo de permanência dessa conexão pode ser de 3 até 10 dias.

Ritual de parto

As mulheres que optam por esse tipo de parto o veem como um ritual.

Também reconhecem a placenta como símbolo de vida e a energia vital que nutriu seu filho durante o desenvolvimento intra uterino.

“A separação lenta, dia a dia, entre o bebê e a placenta traz um significado de transição gradual e de adaptação do bebê para a vida extra uterina”, acredita a especialista.

Benefícios do parto de lótus para o bebê

De acordo com Alyni, o fato de não cortar o cordão umbilical permite ao recém nascido receber o aporte de ferro.

Consequentemente recebe também os demais nutrientes advindos do sangue residual da placenta.

Além disso, esta conexão pode apresentar outros benefícios emocionais para a mãe e família, uma vez que o parto de lótus requer dos cuidadores um zelo especial.

Especialistas acrescentam outros benefícios nesse tipo de parto, tais como a transição de células vitais do cordão. Estas células aumentam a imunidade do bebê .

Como consequência ajudam a diminuir a possibilidade de desenvolver alguns problemas de saúde, como a anemia.

A ciência já comprovou que o corte tardio do cordão umbilical é bom para o bebê. Porque ele absorve mais sangue e nutrientes, além de ganhar mais peso

No entanto, não há estudos científicos que comprovem os benefícios do tipo de parto de lótus em si.

Por isso, a dica é conversar com o obstetra sobre os riscos e cuidados dessa prática no pós-parto.

Cuidados de higiene com a placenta

É preciso tomar cuidado com a preservação da placenta e do cordão umbilical do bebê. 

Primeiro de tudo o cuidado com a placenta requer dedicação para evitar qualquer foco de proliferação bacteriana.

O mais importante é que a placenta esteja armazenada em algum lugar, por exemplo uma vasilha, para facilitar o manuseio e os cuidados.

Dentro desta vasilha, pode-se acrescentar sal grosso, que favorece a desidratação da placenta.

Também pode-se colocar algumas ervas e pétalas de rosa, para evitar o mal cheiro. 

Além disso esse preparo deve ser trocado diariamente, sempre que houver necessidade, até que haja, por fim, a separação.

Onde o parto de lótus pode ser feito?

Por exemplo, no Brasil, o tipo de parto de lótus só pode ser realizado em casa.

Porque nas maternidades brasileiras há dois protocolos: ou a placenta é descartada como lixo hospitalar ou, se for de decisão da mãe, pode ser congelada e levada para casa. 

Da mesma forma, este tipo de parto exige atendimentos domiciliares, como a necessidade de uma doula/parteira e um médico no local. 

 

 

Tipo de parto: Prematuro
Tipo de parto: Prematuro

16- Tipo de Parto Prematuro

 

Agora vamos ver sobre o tipo de parto prematuro.

Na vida tudo tem um tempo certo para acontecer.

Acima de tudo um dos momentos em que essa máxima mais se manifesta é o nascimento de um ser humano.

Para que um bebê  desenvolva seus membros, tecidos e órgãos de forma adequada é necessário que o período de gestação esteja completo.

Esse período vai da concepção até o nascimento dure em média de 38 a 42 semanas.

No entanto, pode acontecer de o bebê nascer antes das 37 semanas.

Essa chegada antes do período regulamentar é conhecida como tipo de Parto Prematuro, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é o décimo país com maior índice de partos prematuros.

Além disso essa é a principal causa de morte de bebês no primeiro mês de vida.

 

Ameaça de parto prematuro

Em alguns casos pode acontecer de a gestante começar a ter sinais de que está entrando em trabalho de parto, manifestando algumas contrações.

No entanto, como o próprio nome diz é apenas uma ameaça e o trabalho de parto não acontece de fato.

 

Alguns sinais podem indicar uma ameaça de parto prematuro:

 

  • Contrações irregulares
  • Diminuição das contrações ao longo do tempo
  • Ausência de dilatação do colo do útero
  • Dor abdominal.

Em outras palavras, é importante ressaltar o que fazer caso a gestante sinta contrações antes das 37 semanas.

Primeiro de tudo  é imprescindível que ela vá para o hospital o mais rápido possível para que ela e o bebê sejam examinados.

Depois disso, somente o médico poderá dizer se de fato aquela se a gestante está em trabalho de parto ou se é uma ameaça de parto prematuro. 

 

Causas do parto prematuro

Os especialistas explicam que não existe uma causa na medicina que ocasione o tipo de parto prematuro.

No entanto, existem alguns fatores relacionados à gestação e à saúde da mãe que podem aumentar as chances de um parto prematuro.

  • Infecção urinária

  • Descolamento de placenta

  • Pré-eclâmpsia
  • Diabetes gestacional
  • Distúrbios da tireoide
  • Infecções congênitas
  • Tabagismo
  • Alcoolismo e drogas ilícitas
  • Patologias uterinas

    Além disso, algumas condições do bebê também podem levar ao nascimento de um bebê prematuro. Confira algumas delas:

    • Malformações fetais
    • Presença de síndrome genética
    • Gestação gemelar

       

     

Sintomas de parto prematuro

Quando a gestante entra em trabalho de parto prematuro o corpo manifesta alguns sintomas.

Se você manifestar esses sintomas antes da 37ª semana de gestação é imprescindível ir para o hospital:

    • Dor nas costas: geralmente mulheres que entram em trabalho de parto prematuro manifestam dores na parte inferior das costas. Essas dores podem ser constantes, ou irem e virem, mas não vão cessar
    • Contrações a cada 10 minutos ou em períodos menores
    • Dores na parte inferior do abdômen
    • Vazamento de fluido da sua vagina
    • Sintomas semelhantes a gripe, tais como náuseas, vômitos ou diarreia
    • Aumento da pressão na sua pelve ou vagina
    • Leve sangramento vaginal

 

O que vai acontecer no hospital

Quando uma gestante chega ao hospital com suspeita de parto prematuro ela logo precisará receber atendimento para ver como ela e o bebê estão.

  • Primeiramente a equipe médica irá perguntas sobre o histórico de gestação, exames realizados e medicamentos que possam ter sido ingeridos durante a gravidez
  • Em seguida será verificada a pulsação da gestante, pressão arterial e temperatura
  • Após essa análise será colocado um monitor para verificar as contrações e a frequência cardíaca do bebê
  • Verificação do colo do útero para ver se existem sinais de dilatação.

No entanto, pode acontecer de a gestante ter uma ameaça de parto prematuro.

Neste caso, o médico pode recomendar para que ela vá para casa e permaneça em repouso.

Trabalho de parto prematuro

Como consequência do diagnóstico da gestante estar em trabalho de parto prematuro, será necessário realizar algumas medidas para retardar o processo.

Veja a seguir

  • Medicação com sulfato de magnésio, com uma dose administrada no início do tratamento e uma dose menor 12 ou 24 horas depois;
  • Além de uma medicação com corticoide: esse medicamento tem como objetivo amadurecer o pulmão do bebê;
  • Também outros medicamentos para diminuir a frequência das contrações;
  • Realização de cerclagem do colo uterino, como forma de conter o feto dentro do útero;
  • Além disso, se os médicos não conseguirem parar as contrações, é provável que o trabalho de parto dará continuidade. Como consequência os médicos farão o procedimento para que o bebê venha ao mundo. Também o tipo de parto de um bebê prematuro, normal ou cesárea, irá depender de como está a saúde da mãe e do bebê naquele momento; 

Segundo a Febrasgo existem alguns fatores que precisam ser levados em consideração no momento de decidir qual tipo de parto escolher.

Confira a seguir:
  • Período gestacional
  • Posição do bebê
  • Peso do feto
  • Integridade das paredes uterinas
  • Tempo de trabalho de parto 

Certamente somente o médico em conjunto com a mãe poderá dizer qual é o melhor tipo de parto a ser escolhido.

Em conclusão, vale ressaltar que cada caso é um caso, portanto é importante avaliar como está a saúde da mãe e do bebê para tomar a decisão mais adequada.

Todo o conteúdo deste site, incluindo opinião médica e qualquer outra informação relacionada à saúde, é apenas para fins informativos e não deve ser considerado como um diagnóstico específico ou plano de tratamento para qualquer situação individual. O uso deste site e as informações contidas neste documento não criam uma relação médico-paciente. Sempre procure o conselho direto de seu próprio médico em relação a quaisquer perguntas ou problemas que você possa ter em relação à sua própria saúde ou à saúde dos outros.

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